quinta-feira, 22 de março de 2012

A quem interessar possa - Eu não sabia...


UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO 

Nota do Reitor
À Comunidade da UFRJ
          A gravidade dos fatos e a contundência das repercussões das imagens noticiadas na reportagem “Licitação de Carta Marcada” veiculada no programa Fantástico da Rede Globo de Televisão, no dia 18/03/2012, sobre acontecimentos envolvendo licitações no Instituto de Pediatria e Puericultura Martagão Gesteira – IPPMG/UFRJ exigem esclarecimentos e informações à Comunidade da UFRJ e ao público em geral:

- O Reitor não foi consultado, formal ou informalmente, sobre a utilização das dependências e dos nomes do IPPMG e da UFRJ para a gravação da reportagem. Como informado na reportagem, a iniciativa foi de exclusiva responsabilidade da Direção do IPPMG;

- A UFRJ nunca manteve qualquer relação contratual com três das empresas citadas na reportagem. Com uma das empresas citadas, a UFRJ teve contrato de longa duração encerrado em 29/09/2011;

- O Reitor compartilha os legítimos sentimentos de repulsa e indignação em relação às práticas denunciadas, mas tem a obrigação de reconhecer que a forma adotada para publicizá-las  resultou em graves prejuízos para a imagem da UFRJ e do Setor Público brasileiro;

- A UFRJ se sente obrigada a produzir esclarecimentos à opinião pública  sobre o caráter de simulação apresentado na reportagem que ao enviezar a escolha das empresas, acaba gerando conclusões generalizadas;

- A UFRJ continuará empenhada e comprometida com esforços para aperfeiçoar seus procedimentos administrativos apoiada nos recursos humanos e materiais apenas recentemente disponibilizados para viabilizar a recuperação das nossas universidades federais;

- As iniciativas planejadas incluem:  a reestruturação e reforço de todos os setores de compra e de contratação de serviço da UFRJ, investindo na sua  profissionalização e treinamento; dinamização do seu portal de transparência no qual fiquem registrados os preços de serviços e de insumos praticados por todas as unidades da universidade

Em 22 de março de 2012
Carlos Antônio Levi da Conceição
Reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Recebi o texto por email, agora vamos ao que eu acho disso tudo.

O Reitor acha que precisa esclarecer a comunidade e ao público em geral.
Não precisa se dar ao trabalho, a reportagem é clarissima, a única coisa cabível, aceitável e que todos esperam é punição para os culpados. 
Ora Reitor, quem não deve não teme. Porque está adiantando a todos que não foi consultado,diz que a exclusiva responsabilidade é da direção do IPPMG.
Pegou mal heim Sr. Reitor, para quem está de fora parece mesmo que o Sr. está se desculpando com alguém pelo acontecido. 

Deveria ficar feliz pela reportagem pois estaria mostrando que a UFRJ não compactua com aquele tipo de coisa. Explicações do tipo eu não sabia, eu não fui informado, não tenho responsabilidade alguma já estamos cansados de ver. O que o Sr. está tentando fazer é tapar o sol com uma peneira. 
Outra coisa Sr. Reitor, que grave prejuízo a reportagem causou a imagem da UFRJ, eu gostaria de saber.
Para falar a verdade, que eu saiba, ninguém tocou no seu nome nem para acusar nem para enaltecer.

Ah, e não fale em imagem do setor público brasileiro afinal o Sr. não veio de marte, mas mesmo assim eu vou lhe dizer o óbvio, a imagem do setor público brasileiro é a pior possível, bem abaixo de zero, denúncias de corrupção acontecem diariamente. Esse esquema denunciado pela tv é do conhecimento de qualquer pessoa, eu disse QUALQUER PESSOA, menos o Sr. é claro.

O problema é que o assunto foi falado para todos verem e ouvirem, por isso tiveram que tomar algumas providências, mas não se preocupe, logo logo tudo estará esquecido.

Quer saber como funciona ? Acredito que o Sr. não saiba mesmo. Tanta formação, tanto estudo e não sabe de nada. Tudo bem, outros que são ignorantes e nunca leram um livro também não sabem, o Sr. está em boa companhia.
Graves prejuízos ao setor público brasileiro....
Ora, faça-me o favor !!!!!!!
Poderia muito bem ter ficado calado, isso pegou mal demais.

Mas vamos lá, funciona assim: esses que foram proibidos de participar de licitações e ficaram com os nomes queimados vão dar um tempo, para cair no esquecimento, vão colocar testas de ferro em suas empresas e abrir outras sem aparecer e nada mudará.

Precisa punição séria, mas aqui no Brasil isso não existe a não ser que você seja pobre. 
Rico nem vai algemado o STF acha isso um constrangimento desnecessário. 
O cinismo nesse país é tanto que a reportagem mostrou tudo, no dia seguinte todos os envolvidos  haviam desaparecido de casa e de suas empresas e eles são considerados só suspeitos.
Hahahahahaha!!!!

Caro Reitor, quando o Sr. fala em conclusões generalizadas eu realmente fico confuso. 

Quer dizer, o Sr. não sabia de nada e acha, talvez, que nada deveria ser divulgado por causa da imagem da UFRJ e conclusões generalizadas das pessoas. Diz que a UFRJ continuará empenhada em aperfeiçoar os procedimentos administrativos, então deveria estar agradecendo e não buscando se defender, afinal, que eu saiba, ninguém o está acusando do que quer que seja.

O. Berlitz

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